quinta-feira, 20 de abril de 2017

Parábola do gato e o rato

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Parábola do gato e o rato

Certa feita um gato montês e um rato habitavam a mesma árvore na selva; o rato morava num buraco da raiz e o gato nos galhos, onde se alimentava de ovos de pássaros e de filhotes inexperientes. O gato também gostava de comer ratos, mas este de nosso conto conseguia manter-se fora do alcance de suas garras.
Um dia veio um caçador e armou habilmente uma rede sob a árvore e, naquela noite, o gato ficou preso em suas malhas. O roedor, contente, saiu de seu esconderijo e experimentou um prazer enorme ao andar em volta da armadilha, mordiscando a isca e tirando o máximo proveito daquela situação. 
Logo se deu conta de que dois outros inimigos haviam chegado: um pouco mais acima, entre a escura folhagem da árvore, pousou uma coruja de olhos resplandecentes prestes a lançar-se sobre ele, enquanto que por terra se aproximava, sorrateiramente, um mangusto. O rato, sem saber o que fazer, maquinou com rapidez um surpreendente estratagema. Dirigindo-se ao gato disse-lhe que o libertaria, roendo as malhas, se antes lhe permitisse entrar na rede e abrigar-se em seu colo. Mal o outro concordou, o pequeno animal, aliviado, foi para dentro da rede.
Todavia, se o gato esperava ser salvo de imediato sofreu uma grande decepção, pois o rato aninhou-se confortavelmente em seu corpo, escondendo-se de modo a fugir dos olhares atentos de seus dois outros inimigos; e então, uma vez seguro em seu refúgio, decidiu tirar uma soneca. O gato protestou mas o rato disse que não havia pressa. Ele sabia que poderia safar-se a qualquer instante e que a seu contrariado hospedeiro só restava ser paciente, na esperança de obter a liberdade.
E então, o roedor falou francamente ao seu inimigo natural que iria esperar pelo caçador. Desse modo, o gato também estando ameaçado, não aproveitaria sua independência para apanhar e devorar seu libertador. O felino nada pôde fazer; seu pequeno hóspede cochilou bem no meio de suas garras. O rato esperou tranqüilamente a chegada do caçador e, quando viu o homem aproximar-se para examinar as armadilhas, cumpriu sem risco sua promessa roendo as malhas com rapidez e pulando em sua toca, ao passo que o gato, num salto desesperado, escapuliu e alcançou um galho, livrando-se da morte certa.
Depois que o frustrado caçador afastou-se carregando sua rede inutilizada, o gato desceu da árvore e, aproximando-se à morada do rato, chamou-o docemente, convidando-o para sair e reunir-se ao seu velho companheiro. Disse-lhe que a situação em que se viram envolvidos na noite anterior já havia passado e a ajuda que cada um prestara tão lealmente ao outro, na luta em comum pela sobrevivência, havia consolidado uma união duradoura que apagava todas as diferenças anteriores. Dali em diante, os dois seriam amigos para sempre, baseando-se numa confiança mútua.
Porém, o rato mostrou-se cético e inarredável diante da retórica do gato; recusou-se terminantemente a sair do abrigo seguro em que estava. Uma vez terminada a situação paradoxal que os havia colocado juntos numa estranha e temporária cooperação, não havia palavra que pudesse persuadir o arguto animalzinho a se achegar a seu inimigo natural. Para justificar sua recusa aos galantes mas insidiosos sentimentos do outro, o rato pronunciou a fórmula destinada a servir de moral ao conto. Disse, franca e diretamente:
"No campo da batalha política não existem coisas como uma amizade perdurável".

Autoria desconhecida


Parable of the cat and the mouse


Some made a cat and a mouse mountain inhabited the same tree in the jungle; the mouse lived in a hole of the root and the cat on the branches, where they fed on bird eggs and chicks in green. The cat also liked eating rats, but this of our tale couldn't keep out of the reach of his claws.
One day came a Hunter and pitched skillfully a network under the tree and, that night, the cat got stuck in their meshes. The rodent, happy, out of your cache and experienced a tremendous pleasure to walk around the trap, nibbling the bait and taking full advantage of that situation.
Soon he realized that two other enemies had arrived: a little further up, between the dark foliage of the tree, landed a bright-eyed OWL about to embark on it, while on the ground approached, surreptitiously, a Mongoose. The mouse, not knowing what to do, contrived quickly an astonishing ruse. Addressing the cat told him free, gnawing the meshes, if before you allow enter and shelter in your lap. Wrong the other agreed, the little animal, relieved, went inside the network.
However, if the cat was hoping to be saved immediately suffered a big disappointment, because the mouse cuddled up comfortably in your body, hiding in order to escape the watchful gazes of his two other enemies; and then, oncesecure in your refuge, decided to take a NAP. The cat protested but the mouse said there was no rush. He knew he could make it at any time and that your upset host just remained patient, hoping to get to freedom.
And so, the rodent spoke frankly to your natural enemy that would wait for the Hunter. In this way, the cat also being threatened, wouldn't your independence to catch and devour your deliverer. The cat could do nothing; your little guest fell asleep right in the middle of their claws. The mouse waited quietly and Hunter's arrival, when he saw the man approach to examine the pitfalls, served without risk your promise biting the meshes quickly and jumping in your plays, while the cat, a desperate leap, slipped away and reached a branch, getting rid of certain death.
After the frustrated Hunter walked away carrying your network destroyed, the cat came down from the tree and, approaching the abode of mouse, called the sweet, inviting him to come out and meet the your old partner. I told him that the situation in which were involved in the night before had already passed and the help that each "as loyally to another, in the fight for survival in common, there was a lasting Union consolidated erased all the previous differences. From then on, the two would be friends forever, based on mutual trust.
However, the mouse was shown to be skeptical and inarredável on the rhetoric of the cat; flatly refused to leave the shelterthat was. Once the paradoxical situation that had put together in a strange and temporary cooperation, there was no word that could persuade the astute little animal to draw near to your natural enemy. To justify your refusal to gallant but insidious feelings on the other, the mouse pronounced the formula designed to serve as a moral to the tale. Said, franca and directly:
"In the field of political battle there's no such thing as an enduring friendship".

Unknown authorship

2 comentários:

  1. "No campo da batalha política não existem coisas como uma amizade perdurável".

    A mais pura verdade, é um jogo de interesses


    Beijos!

    EsmaltadasdaPatyDomingues

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    Respostas
    1. É politica só há interesses e mais poder, sobrevive aquele que for mas astuto.
      Agradeço sua visita Paty, tenha um ótimo domingo.
      Beijinhos
      Kelly

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